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OPINIÃO DE ZEBRÃO: ELEIÇÃO EM ILHÉUS AINDA NÃO SE DISCUTE. SÓ GANDU QUE NÓS DENOMINAMOS DE CIDADE MAIS POLITIZADA DO BRASIL JÁ TEM SEUS PRÉ-CANDIDATOS NAS RUAS

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Temos conversado aqui em Ilhéus com alguns amigos prefeitos quando nos encontramos em eventos, nossa primeira pergunta é a seguinte: E A SUCESSÃO MUNICIPAL? Quem é o ungido?
O nosso amigo prefeito Marão, líder maior do sul e baixo sul do estado, prefeito de Ilhéus, quando perguntado falou: “A gente, provavelmente, vai definir em fevereiro. Bebeto é vice, Adélia é secretária, mas tem outros nomes também que estão conversando. Mas eu já disse, olha, não tem candidatura neste ano. A eleição nós vamos discutir a partir do ano que vem, depois do Carnaval”, disse Mário Alexandre.
E concluiu: “Soane (a primeira dama e deputada estadual), não sabe, você quer saber…” (falou com ironia…).
E esta é a tônica de todos os prefeitos que não podem concorrer à reeleição, quando perguntados sobre o assunto.

Já comentamos neste espaço, que o nome de maior evidência junto ao prefeito Marão e que a comunidade observa, é o do ex-vereador mais votado de Ilhéus na ocasião, ex-deputado federal, vice-prefeito, primeiro suplente de senador na chapa de Jaques Wagner, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável, também conhecido como “Conselhão”, recriado pelo presidente Lula e que fez toda sua carreira política, desde o início no mesmo partido: PSB de Lidice da Mata e que Marão leva em todas as suas inaugurações e eventos da prefeitura.
Bebeto já levou ao conhecimento do ex-governador Rui Costa, do senador Jaques Wagner e do governador Jerônimo Rodrigues, a sua pretensão de ser o ungido da base do prefeito.


Uma coisa que temos absoluta certeza, é que Bebeto não deixará o seu PSB, para acomodar-se no PSD (partido de Marão), para satisfazer ao cacique senador Otto Alencar. Devemos levar em conta, que Adalberto Galvão ou Bebeto Galvão como queiram chamá-lo, teve participação ativa na eleição de Lula para presidente, de Jerônimo para governador, além de ter sido um brilhante cabo eleitoral da deputada estadual Soane Galvão, esposa de Marão, que também é do mesmo partido, PSB.
É claro que seu nome junto à base do prefeito, como na esfera estadual do PSD, não é unanimidade, como não poderia deixar de ser, pois devemos levar em consideração os interesses políticos do partido, que vai perder uma prefeitura da robustez de Ilhéus, pois o desejo dos caciques do PSD, é continuar no comando do município.


Todos nós sabemos que um líder nato como o prefeito Marão, que se revelou como o maior administrador da história de Ilhéus, tem o seu projeto político, incluindo entre outros cargos a Câmara dos Deputados em 2026, além de reeleger a atuante deputada Soane, sua esposa, para a Assembleia Legislativa do estado.
No hiato de tempo de 2025/2026, deverá esquentar a cadeira de uma importante secretaria do estado, turbinando o seu voo para a capital federal.
Ao escolher o seu sucessor, fica sempre aquela pulga atrás da orelha… e se esse cara não honrar com os compromissos políticos assumidos, pode desmoronar toda a engenharia arquitetada, por anos a fio, de uma brilhante trajetória política, apesar de que, Marão pode ser convidado para formar a chapa no segundo mandato do governador Jerônimo como vice-governador, já que antevemos um rompimento do MDB com o governo do estado, quando da indicação e apoio ao candidato à prefeito de Salvador.
Os irmãos Vieira Lima vão alegar que faltou militância e apoio ao nome do na nossa opinião, o animador de Auditório, para a prefeitura da capital. Que vai perder, todos nós sabemos, mas irão em sua defesa, dizer que não existiu por parte da militância do PT e do governador, apoio ao Bobo da Corte. Um nome como o de Marão, do interior do estado, uma liderança forte do PSD, cairia como uma luva para ser o parceiro de Jerônimo na campanha para o seu segundo mandato.
Não acreditamos que o prefeito Marão, dê preferência a um dos seus secretários como seu candidato à sucessão, afinal, nenhum deles tem luz própria, não andam sozinhos, precisam de uma muleta.


Quanto ao nome da secretária de Educação do estado citado pelo prefeito, Adélia Pinheiro, ex-Reitora da UESC, com ligações na cidade de Ilhéus, não vivencia o dia-a-dia da terra de Jorge Amado. Em várias declarações feitas, a atual secretária afirma ter interesse em manter-se à frente da secretaria. Ela certamente é adepta daquele velho ditado: “NÃO TROQUE O CERTO PELO DUVIDOSO, POIS ÀS VEZES, PODE DAR CERTO, MAS SERÁ SEMPRE DUVIDOSO…”
A oposição em Ilhéus como quase toda ela em todos os municípios é BURRA. O União Brasil já tem seu nome, o mesmo que perdeu em 2020 para Marão, Valde+rico Júnior, a quem tivemos o prazer de conhecer em um final de semana numa das barracas de praia, aqui na zona sul, quando conversamos por alguns minutos. Quando nos despedimos, e gostamos de dar pitaco, falamos: “VOCÊ SERÁ AINDA PREFEITO DE ILHÉUS…” tendo ele agradecido. Então o alertamos para o que falamos: AINDA… está jovem, mais uns 12, 16 anos você chegará lá…
Quando chamamos a oposição de BURRA, é porque os oposicionistas não se unem em torno de um nome, as vaidades não deixam.


O pré-candidato Valde+rico é o presidente municipal do partido União Brasil, proprietário da emissora de maior audiência na cidade, a Gabriela-FM e o queridinho de ACM Neto. É bom ressaltarmos, que Neto empatou tecnicamente as eleições para governador na cidade em primeiro turno: 40,59%, 38.666 votos, contra 41,68%, totalizando 39.706 votos. Tendo o governador Rui Costa, inaugurado a linda e maravilhosa ponte, sonho de todo ilheense, três meses antes das eleições, fora as dezenas de obras que beneficiaram Ilhéus e a região cacaueira, como o Hospital do Cacau.
No primeiro turno… no segundo turno o governador Jerônimo perdeu e feio.


ACM Neto recebeu mais votos em Ilhéus. Foram 53.363 votos (54,16%. Seu adversário, Jerônimo-PT, teve a preferência de 45,84% dos eleitores e registrou 45.168 votos.
Em 2020 sem passar no vestibular de uma eleição, a oposição não se uniu, quanto mais agora, que Valde+rico Júnior se julga, se julga o bam-bam-bam da oposição, apesar de ter obtido como candidato à deputado federal em 2022, apenas 9.118 votos em Ilhéus. Uma quantidade irrisória, não podendo alardear que DEU mais de 53 mil votos a ACM Neto. Deu o que? Como não se tem para você, mas para os outros tem, dando 53.363 votos? Na verdade, não foram votos que se pode dizer SEUS. A direita sempre no sul da Bahia, foi forte, legado do velho ACM.
Já a Banda C da política de Ilhéus, capitaneada pelo defunto político Jabes Ribeiro, que há muitos anos mora na capital do estado, prefeito por três vezes da Princesa do Sul da Bahia, deputado federal… tem um seu representante na cidade, o empresário Cacá Colchões, que ficou em terceiro lugar na eleição de 2020 vencida por Marão.
O candidato natural da oposição, deveria ser Valde+rico Júnior, que ficou em segundo em 2020. Mas Jabes não aceita que o seu pupilo capacho seja candidato à vice. Melhor para Marão. Que a oposição continue se desentendendo, para uma grande vitória de Bebeto, ou uma vitória apertada, pau a pau, se for com outro candidato.


O quadro para Marão em 2024 é o melhor possível, as oposições devem lançar cinco a seis candidatos, com três, quatro nomes fortes, o que sacramentará a vitória do seu pupilo. O que não pode e nem deve, é a situação também se dividir, mesmo que sejam em duas. A verdade, é que o nome mais forte da situação é o de Bebeto Galvão. É o único que tem condições de lançar-se candidato independente.
Aos nossos DEZ leitores de Ilhéus, queremos deixar registrado, que em Gandu, devido acertarmos mais de 80% dos nossos palpites políticos por ocasião das eleições, somos chamados também de “PAI ZEBRÃO…” será que seremos conhecidos em Ilhéus assim?                                                                         Já em Gandu, a cidade mais politizada do Brasil, a campanha já está nas ruas, situação x oposição. Já tem marido se separando da mulher, pai expulsando filho de casa, vizinho xingando o vizinho, pessoas bloqueando outras nos grupos, credor cobrando dívida do hoje adversário… Gandu é uma glória. Sempre à frente…

 

(ANTONIO CARLOS FARIAS NUNES é Bacharel em Administração, Bacharelando em Ciências Políticas, ex-Professor de História da Filosofia no Colégio Castro Alves, em Gandu; ex-Professor de OSPB e EMC da Escola de 2º. Grau Eliseu Leal, em Gandu. Ex-funcionário dos Bancos BANEB e Brasil em Gandu, Itabuna e Una; Fundador e ex-presidente da Liga Ganduense de Futebol; Fundador e ex-presidente da União dos Vices Prefeitos da Bahia; Ex assessor dos deputados Osvaldo Souza, Nestor Duarte e Félix Mendonça; Ex-Vice prefeito; ex-prefeito de Gandu e ex-presidente da AMURC)

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