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O CACAU NÃO PODE VIVER NESSA MONTANHA RUSSA DE EMOÇÕES – Pelo Deputado Sandro Régis

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SOU PRODUTOR E NETO DE PRODUTOR DE CACAU E CONHEÇO BEM AS DORES E AS ALEGRIAS DE QUEM PLANTA E INVESTE NO “ALIMENTO DOS DEUSES”.

26 DE MARÇO – DIA NACIONAL DO CACAU


Estamos vivendo um momento muito positivo para a lavoura cacaueira com a alta dos preços no mercado internacional, mas as últimas décadas não foram nada fáceis. Muitos produtores que celebram a boa fase de agora sentiram na pele os prejuízos devastadores da vassoura de bruxa nos anos 90. A verdade é que muitos ainda sentem o peso de dívidas milionárias que ficaram pelo caminho.
Bancos e governos soltaram a mão dos produtores no momento mais difícil. As medidas tomadas até aqui nunca cumpriram a função efetiva que poderiam para reerguer centenas de famílias que dedicaram suas vidas e recursos a essa cultura. Como amante e defensor do cacau, devo dizer que quem conseguiu se reerguer o fez por méritos próprios.


Infelizmente, muitos ainda hoje estão atolados em dívidas contraídas a partir de financiamentos que antecederam a vassoura de bruxa. Com a lavoura devastada e sem horizonte, o que restou foi o sabor amargo da falência e a bola de neve de dívidas que praticamente não parou de crescer.
Até mesmo o programa de crédito rural que tinha a finalidade de combater a praga ou os impactos dela acabou deixando um rastro acentuado de dívidas de R$ 87 milhões, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional.
É mais que urgente uma iniciativa eficaz dos poderes públicos para restabelecer a dignidade e o vigor que o mercado cacaueiro necessita. Nesse sentido, me associo ao projeto de lei do senador baiano Angelo Coronel que propõe o novo programa de reestruturação da região cacaueira da Bahia, o Renova Cacau, com objetivo de fazer a remissão de dívidas oriundas de operações de crédito rural contratadas em instituições financeiras federais estaduais que tinha uma prerrogativa inicial de combater a vassoura de bruxa no estado da Bahia.


Muito além de zerar a conta, que para muitos ficou praticamente impossível de pagar, esse projeto de lei traz de volta a dignidade do homem do campo, já que esses produtores foram, antes de tudo, vítimas de uma devastação sem precedentes e não podem ser condenados a serem tratados nessa condição de devedores.
Esse novo momento do cacau, todavia, só reforça o imenso potencial produtivo dessa cultura, que tem a capacidade de gerar emprego e renda para milhares de pessoas em centenas de municípios baianos. Isso demanda a execução de políticas públicas para dinamizar e proteger o presente e o futuro das nossas lavouras. Afinal, o cacau não pode viver nessa montanha russa de emoções.
SANDRO DE OLIVEIRA RÉGIS, nascido em Salvador em 22 de dezembro de 1972, filho de Élio Luiz Régis de Sousa e Maria Conceição de Oliveira Régis, casado com Polyana Ribeiro Pinheiro Régis, tendo como filhos Victória Pinheiro Régis e Guilherme Pinheiro Régis. Formou-se em Direito na Universidade Católica de Salvador, UCSAL, 1999. Pós-graduação na Internacional Business University of Berkeley, EUA, 2001, e Master Business Administration, MBA, Fundação Getúlio Vargas, 2002. Eleito por SEIS vezes consecutivas deputado estadual, é uma das vozes mais atuantes na Assembleia Legislativa em defesa da cacauicultura, além de ser cacauicultor nato, sendo proprietário de fazendas de Cacau no município de Ibirataia, daí ser um profundo conhecedor da sua problemática. Por ser um brilhante deputado em defesa dos municípios que representa, recebeu várias condecorações e títulos de dezenas de cidades como Gandu, Nova Ibiá, Ipiaú…)

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