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PREFEITOS E A DANÇA DOS APOIOS: O VAI E VEM DOS CANDIDATOS A DEPUTADO EXPÕE CRISE POLÍTICA E DE IDENTIDADE PARTIDÁRIA – Pelo Prof. ISRAEL LEAL

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Prefeitos e a dança dos apoios: o vai e vem dos candidatos a deputado expõe crise política e de identidade partidária. Após um comentário do renomado advogado eleitoral Dr. Conrado Nunes, um dos mais respeitados da Bahia, sobre o que vem acontecendo com um político do município de Nova Ibiá, surgiu a reflexão sobre um fenômeno que se repete não apenas ali, mas em diversas cidades do Baixo Sul e em grande parte do interior baiano. Trata-se da mudança constante de prefeitos em relação aos candidatos a deputado, algo que vem se tornando cada vez mais comum no cenário político estadual. Em alguns casos, o prefeito muda de apoio três vezes dentro de um mesmo ano; em outros, decide apoiar dois ou até três candidatos diferentes ao mesmo tempo, tentando equilibrar forças e promessas em busca de vantagens políticas e eleitorais.
Mas o que está por trás dessa dança de apoios? Seria apenas estratégia política ou já estaríamos diante de uma crise de identidade partidária — e até pessoal — de muitos gestores municipais?
O JOGO DE INTERESSES
Em teoria, o apoio de um prefeito a um deputado deveria nascer de afinidades programáticas e de compromissos com o desenvolvimento da cidade. No entanto, na prática, o que mais se vê é o pragmatismo político.
Com a dependência dos municípios em relação a recursos estaduais e federais, muitos prefeitos transformam o apoio em moeda de troca: oferecem votos e visibilidade em troca de emendas, obras ou promessas de investimentos. Assim, o apoio não é necessariamente ideológico, mas utilitário — uma tentativa de garantir benefícios imediatos.


TRÊS TROCAS EM UM ANO: O RETRATO DA INSTABILIDADE
Há prefeitos que começaram o ano abraçando um deputado aliado do governo estadual, depois migraram para outro nome vinculado a um grupo federal e, pouco tempo depois, acabaram dividindo o palanque com um terceiro candidato, muitas vezes de um partido totalmente oposto.
Esse tipo de movimento, cada vez mais frequente, revela a fragilidade das alianças políticas e a falta de coerência nas estratégias municipais. O objetivo, em geral, é se manter próximo de quem “está por cima” — uma lógica que prioriza conveniência em vez de convicção.
CRISE DE IDENTIDADE PARTIDÁRIA E PESSOAL
O cenário também escancara uma crise de identidade partidária. Não é raro ver prefeitos de um partido apoiando candidatos de legendas rivais, sem que isso cause constrangimento. Essa fluidez partidária enfraquece as siglas, confunde o eleitor e aprofunda a sensação de que a política é apenas um jogo de interesses individuais.
Por outro lado, há também uma crise de identidade pessoal: ao tentar agradar a todos, alguns gestores perdem o eixo, tornando-se reféns de promessas e pressões. Essa constante mudança de posição transmite insegurança e falta de firmeza ao eleitorado.
E A POPULAÇÃO, ONDE FICA?
Enquanto prefeitos fazem malabarismos de alianças, a população assiste de longe, confusa e descrente. O cidadão que votou esperando coerência e compromisso vê seu representante ora com um deputado conservador, ora com um progressista, ora com um político que sequer conhece a realidade local.
Esse vai e vem mina a credibilidade da classe política e reforça o sentimento de descrença generalizada: a ideia de que “todos são iguais” e “ninguém cumpre o que promete”.


OPORTUNIDADE PARA O BAIXO SUL
Hoje, o Baixo Sul da Bahia vive uma grande oportunidade de reaver um representante legítimo e atuante na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Trata-se do Dr. Leonardo Cardoso, ex-prefeito do município de Gandu, figura carismática, de grande influência no governo estadual e com reconhecida capacidade de articulação.
Sua pré-candidatura reacende a esperança de que o Baixo Sul volte a ter voz ativa nas decisões políticas de Salvador, representando com firmeza as demandas históricas de infraestrutura, saúde, educação e desenvolvimento econômico.
Num cenário marcado por indecisões e trocas de apoios, ter um representante com raízes na região e compromisso com sua gente pode significar um novo capítulo de estabilidade e progresso para os municípios do interior.
COERÊNCIA E REPRESENTATIVIDADE CAMINHAM JUNTAS
A política municipal precisa resgatar a coerência e o compromisso com o coletivo. Apoiar candidatos faz parte do jogo democrático, mas mudar de lado repetidamente transforma o líder local em símbolo da instabilidade que corrói a confiança do eleitor.
Por outro lado, a ascensão de lideranças regionais sérias e conectadas com a realidade do povo — como o Dr. Leonardo Cardoso — mostra que ainda há caminhos para reconstruir a credibilidade da política. O Baixo Sul da Bahia tem diante de si a chance de recuperar sua voz e reafirmar sua força. Mais do que nunca, é hora de apostar em quem representa com lealdade, trabalha com propósito e não muda de lado conforme o vento político sopra.
Israel Argôlo Leal – Escritor/ Colunista/ Sócio-empreendedor da Doce Paula Gourmet/ Mestre em Teologia/ Professor da Rede Pública/ Licenciado em História/ Bacharel em Direito/ Ex-Vice Presidente da Associação Batista do Extremo Norte da Bahia 2008/ Ex- Vice Presidente – OPBB-(Ordem de Pastores Batista do Brasil) 2008 no Extremo Norte da Bahia/ Criador do Chocolate Filosófico/ Apresentador do Podquest do Professor/ colunista do Blog do Zebrão.

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