O QUE HÁ DE ODETE ROITMAN EM NÓS? – Pelo Prof. Zenildo Santos Silva – ZOOM
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Quem nunca quis ser um pouco Odete, que atire a primeira pedra. A vilã, tantas vezes julgada por suas atitudes firmes e ousadas, carrega em si algo que, no fundo, todos gostaríamos de ter: coragem de dizer o que pensa, fazer o que quer e ocupar o espaço que deseja, sem pedir licença.
Odete não é apenas uma vilã. Ela é o retrato de uma mulher que se recusa a ser coadjuvante da própria história. Em um mundo que, por séculos, ensinou mulheres a abaixar a cabeça, ela ergueu o queixo, sustentou o olhar e fez da própria voz uma arma poderosa.

Seu protagonismo incomoda, justamente porque é autonomia disfarçada de arrogância, independência rotulada de frieza. Mas, por trás do rótulo, há uma mulher empoderada, estratégica e segura de si.
No fundo, somos todas um pouco Odete, nas vezes em que precisamos ser firmes, colocar limites, reivindicar respeito e mostrar que poder também é verbo feminino.
*O artigo não reflete necessariamente a opinião do blog (contrariamente aos editoriais, que são a posição oficial)
Zenildo Santos Silva-ZOOM – Educador e psicólogo; doutorando em Educação pela UNEB, Mestre em Ensino e Relações Etnicos–raciais pela UFSB, e graduado em Psicologia e Letras.
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