AQUI, NINGUÉM É BRANCO? – Pelo Prof. Zenildo Santos Silva – ZOOM
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Você já parou pra pensar na mistura que forma o povo brasileiro? Apesar da ideia de que o Brasil é um país de “raça branca”, a realidade é bem diferente. A formação do país é resultado do encontro – muitas vezes violento – entre povos originários, africanos escravizados e colonizadores europeus. Dessa mistura nasceu uma nação plural, marcada pela diversidade cultural e também por profundas desigualdades.
Segundo o IBGE, em estados como Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Maranhão, a maioria da população se declara negra ou parda. Essa herança africana está presente no jeito de falar, na música, na culinária, na fé e nas tradições populares. “A África é a base da nossa identidade. Tá no nosso axé, na nossa força e na nossa forma de existir”, dizem estudiosos das relações étnico-raciais.

Mesmo assim, o racismo ainda é uma realidade no país. Ele se manifesta de várias formas: nas ofensas explícitas, nas piadas disfarçadas, nas desconfianças e na falta de oportunidades. É o chamado racismo estrutural — aquele que está entranhado nas instituições e na forma como a sociedade funciona.
Reconhecer a raça, portanto, não é dividir. É entender a história e lutar contra as desigualdades. É afirmar que ser negro é motivo de orgulho, e não de exclusão.
Afinal, como diz o ditado popular que inspira essa reflexão: “aqui, ninguém é branco mesmo”, e é dessa mistura que o Brasil tira sua cor, seu ritmo e sua força.
*O artigo não reflete necessariamente a opinião do blog (contrariamente aos editoriais, que são a posição oficial)
Zenildo Santos Silva-ZOOM– Educador e psicólogo; doutorando em Educação pela UNEB, Mestre em Ensino e Relações Etnicos –raciais pela UFSB, e graduado em Psicologia e Letras.
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