SALVADOR TERÁ CINEMA GRATUITO NO CENTRO HISTÓRICO
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Veja os detalhes do Plano Pilar para o Centro Histórico de Salvador Crédito: Divulgação
Moradores do Centro Histórico de Salvador ganharão área de lazer com praças, parque infantil e até cinema ao ar livre. É o que prevê o Plano Pilar, iniciativa da Prefeitura de Salvador, através da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), que pretende renovar a região de cerca de 500 moradores.
O projeto inclui ainda a restauração de 21 casarões antigos.
O projeto foi construído em diálogo com a comunidade e foi apresentado no Auditório do Arquivo Público da Bahia. Em entrevista ao CORREIO, Tânia Scofield, presidente da FMLF, destaca os principais pontos da iniciativa e confirmou que a nova área de lazer deverá ser implantada no ano que vem.
A ideia de fazer um cinema a céu aberto para exibição de filmes gratuitos partiu dos próprios moradores, como conta Tânia Scofield: “Durante os diálogos que tivemos com a comunidade, eles nos contaram que não vão ao cinema e que eles queriam ter um. O plano é que seja um cinema aberto, com projeções sendo realizadas em um paredão no Pilar”.

As exibições deverão ocorrer mensalmente ou a casa dois meses. A iniciativa contará com a parceria do programa cultural Boca de Brasa.
O complexo arquitetônico do bairro do Pilar é tombado como Monumento Nacional. Ele fica localizado na Cidade Baixa, entre os bairros do Comércio, Água de Meninos e Santo Antônio. Compõem a localidade casarões históricos, o Plano Inclinado do Pilar, a Igreja de Nossa Senhora do Pilar e o espaço cultural Trapiche Barnabé.
Dados da Prefeitura de Salvador revelam que cerca de 82% dos imóveis estão ocupados, enquanto o restante permanece vazio ou em ruínas. As construções enfrentam problemas estruturais e de segurança. Por isso, o projeto prevê a restauração de casarões para recuperar o patrimônio e garantir mais qualidade de vida aos moradores.

Tânia Scofield, da Fundação Mário Leal Ferreira, explica que os últimos detalhes do projeto de reaproveitamento dos imóveis estão sendo concluídos. Após esse processo, a iniciativa será avaliada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
“Estamos dentro do prazo de seis meses para elaboração do projeto, que deverá estar pronto em junho. A partir disso, vamos buscar o recurso para executar a obra”, diz. A expectativa é que sejam utilizados recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, criado para preservar o patrimônio histórico e cultural do país.
“Hoje, muitas famílias vivem em cortiços, sem nenhuma condição de habitabilidade e com riscos estruturais dos imóveis. O projeto vai atender essas famílias, e também vamos preservar a parte térrea dos imóveis para que o comércio local seja dinamizado” – Tânia Scofield – Presidente da Fundação Mário Leal Ferreira
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