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CHEGADAS DE CACAU NA COSTA DO MARFIM RECUAM 2,1% E MERCADO FUTURO REGISTRA SESSÃO VOLÁTIL

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Os dados mais recentes do governo da Costa do Marfim indicam um início de safra marcado por leve retração nas chegadas de cacau aos portos. Entre 1º de outubro e 30 de novembro, os produtores enviaram 718.451 toneladas, volume 2,1% menor que as 734.026 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.
A queda reforça as preocupações do mercado quanto à disponibilidade global da matéria-prima, em um momento em que a safra oeste-africana segue sob forte escrutínio.
No mercado futuro, o contrato de março na ICE apresentou um pregão de elevada oscilação. Os preços variaram entre a mínima de US$ 5.390 e a máxima de US$ 5.624, encerrando o dia em US$ 5.455 por tonelada, com perda de US$ 101 na comparação diária.


O volume negociado foi de 14.693 contratos, totalizando 28.321 contratos em todo o pregão, enquanto o interesse em aberto recuou 685 contratos, situando-se agora em 119.503. O movimento indica ajuste técnico após semanas de volatilidade intensa e incertezas sobre a oferta.
Nos Estados Unidos, os estoques certificados monitorados pela ICE registraram nova contração, embora moderada, caindo para 1.693.561 sacas. A diminuição reforça o cenário de disponibilidade restrita no curto prazo, mesmo com entradas regulares do Oeste Africano.
As entregas físicas também chamaram atenção no pregão. Foram registradas 82 cargas da SocGen, 2 da StoneX, enquanto o Citigroup recebeu 29 e a própria SocGen recebeu 55.
Com isso, o total de entregas físicas na ICE soma 1.490 contratos, evidenciando um fluxo contínuo de rolagens e reposicionamento entre participantes do mercado.


No Brasil, fatores macroeconômicos ampliaram o impacto sobre os preços locais. A forte valorização do índice da bolsa brasileira, que renovou recordes históricos, aumentou a pressão baixista sobre o dólar.
O contrato futuro com vencimento em 31/12/2025 encerrou cotado a R$ 5,355, refletindo maior entrada de capital estrangeiro e otimismo dos investidores com a economia doméstica.
A combinação entre a leve queda nas chegadas marfinenses, estoques apertados nos EUA e volatilidade nos mercados financeiros internacionais sustenta um ambiente de cautela para as próximas semanas.
O desempenho da safra no Oeste Africano continuará sendo o principal termômetro para o comportamento dos preços, enquanto agentes monitoram de perto as condições climáticas e os fluxos logísticos que definem a oferta global de cacau. (Fonte: mercadodocacau – Por Claudemir Zafalon)

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