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MERCADO DO CACAU REAGE EM MEIO À PRESSÃO DO DÓLAR E EXCESSO DE OFERTA NA COSTA DO MARFIM

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O mercado global de cacau iniciou a semana com forte recuperação, impulsionado por movimentos técnicos e pelo crescente apetite dos investidores em um ambiente internacional marcado pela expectativa da reunião do Federal Reserve de amanhã, quarta-feira.
A perspectiva de um possível corte de juros em dezembro, cada vez mais precificada pelo mercado, reduziu a volatilidade nas bolsas de ações, mas provocou efeitos negativos sobre o dólar frente a diversas moedas, repercutindo também no comportamento das commodities.
Enquanto isso, a Bloomberg destacou um novo elemento de pressão no lado fundamental: a Costa do Marfim enfrenta um excesso temporário de cacau nos portos, resultado da queda nos preços internacionais e da crise de liquidez que atinge exportadores locais.


Agricultores têm acelerado os envios na tentativa de encontrar compradores, mas a falta de capital na ponta exportadora dificulta o escoamento da produção, aumentando a tensão no maior produtor mundial.
Em Nova York, o contrato de março registrou forte oscilação, indo da mínima de US$ 5.456 à máxima de US$ 5.764, e encerrando o dia em US$ 5.696 por tonelada, com expressiva alta de US$ 210.
O volume negociado foi de 15.154 contratos, dentro de um total diário de 26.906 contratos. O interesse em aberto subiu 1.133 contratos, alcançando 121.857, sinalizando entrada de novas posições no mercado.
Nos EUA, os estoques certificados da ICE mostraram leve retração e estão agora em 1.681.896 sacas, mantendo a tendência de estabilidade observada nas últimas semanas. Já as entregas físicas permanecem em 1.511 contratos, sem novos registros no pregão anterior.


No câmbio, o contrato futuro do dólar com vencimento em 31 de dezembro de 2025 foi cotado a R$ 5,465, refletindo um mercado atento aos desdobramentos da política monetária americana.
A expectativa de cortes de juros pelo Fed tende a pressionar o dólar, o que pode influenciar tanto os custos de importação de insumos quanto a competitividade das exportações brasileiras.
Com variáveis macroeconômicas em jogo e fatores fundamentais ainda sensíveis, especialmente na África Ocidental, o mercado de cacau segue operando sob um ambiente de alta incerteza, mas com sinais de recuperação técnica que despertam atenção renovada de traders e indústrias. (Fonte: mercadodocacau – Por: Claudemir Zafalon)

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