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RACISMO MATA – Pelo Prof. Zenildo Santos Silva-ZOM

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O racismo mata. Mata quando nega oportunidades, quando silencia vozes e quando transforma a cor da pele em alvo de humilhação. Mas mata, sobretudo, por dentro. As marcas do preconceito não ficam apenas no episódio vivido: elas atravessam o corpo, desorganizam a mente, produzem ansiedade, depressão, sensação de não pertencimento e um cansaço emocional contínuo. A violência racial não é apenas social, é psicológica, cotidiana e persistente.
Recentemente, o caso do psicólogo de Amargosa reacendeu esse debate. Após relatar ter sido vítima de racismo em um camarote durante o Carnaval. Horas depois, cometeu suicídio. A tragédia expõe uma ferida profunda: o impacto devastador que a discriminação pode provocar na saúde mental, mesmo em alguém com formação técnica para compreender os mecanismos do sofrimento psíquico. O racismo desumaniza, isola e adoece.


É urgente reconhecer que combater o racismo é também uma pauta de saúde pública. Não se trata apenas de punir atos discriminatórios, mas de construir ambientes seguros, acolhedores e antirracistas. Porque cada ofensa, cada exclusão e cada olhar de desprezo acumulam dores invisíveis. E dores invisíveis também matam.
*O artigo não reflete necessariamente a opinião do blog (contrariamente aos editoriais, que são a posição oficial)
Zenildo Santos Silva-ZOM – Educador e psicólogo; doutorando em Educação pela UNEB, Mestre em Ensino e Relações Etnicos –raciais pela UFSB, e graduado em Psicologia e Letras.

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