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MISOGINIA EM ANO POLÍTICO: QUANDO O ATAQUE ULTRAPASSA O DEBATE – Pelo Prof. Israel Leal

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Em tempos de ano político, é comum que o debate público se intensifique. Divergências de ideias, críticas administrativas e disputas de projetos fazem parte do processo democrático. No entanto, o que não pode ser naturalizado é o uso da misoginia como ferramenta de ataque político, algo que infelizmente ainda persiste na sociedade brasileira.
Um episódio recente envolvendo a prefeita Daiana Santana, do município de Gandu, trouxe à tona uma reflexão importante sobre os limites do debate político. As palavras dirigidas à prefeita não foram focadas em críticas às suas ações administrativas, mas acabaram atingindo sua condição de mulher. Esse tipo de postura revela uma prática antiga e prejudicial: tentar desqualificar mulheres na política não pelo que fazem, mas pelo simples fato de serem mulheres.
A situação se agravou ainda mais quando um vereador soteropolitano apareceu legitimando esse tipo de atitude. Em vez de contribuir para elevar o nível do debate político, acabou reforçando um comportamento que agride verbalmente não o trabalho administrativo de uma prefeita, mas a mulher que ocupa o cargo. Esse tipo de postura é ainda mais grave quando ocorre justamente na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, momento que deveria servir para reafirmar o respeito e a valorização das mulheres na sociedade.


É fundamental lembrar que todas as mulheres merecem respeito, independentemente de sua cor, religião ou posição social. A política deve ser um espaço de discussão de ideias, propostas e soluções para a sociedade, e não um ambiente onde preconceitos e ataques pessoais ganhem espaço.
Quem acompanhou de perto a atuação da prefeita Daiana Santana durante o período das enchentes no município pôde testemunhar seu esforço incansável. Em momentos de grande dificuldade para a população, ela esteve presente nos locais mais afetados, acompanhando de perto a situação das famílias atingidas. Houve mobilização para garantir alimentação, acolhimento e assistência às pessoas que sofreram com a calamidade.
Relatos de moradores e lideranças locais destacam que a presença da prefeita era constante. Ela esteve nas áreas mais críticas, acompanhando os trabalhos de assistência até altas horas da noite, buscando garantir que ninguém ficasse desamparado.


Em situações de crise, a liderança pública se mede pela capacidade de agir e de estar próxima da população — algo que, segundo muitos que vivenciaram aquele momento, foi demonstrado de forma clara.
Ser oposição em uma democracia é legítimo e necessário. O papel da oposição é apresentar projetos, questionar decisões e contribuir para que a gestão pública seja cada vez melhor. Contudo, a oposição deve ser exercida com responsabilidade e respeito, sem recorrer à difamação ou a ataques baseados na condição de gênero.
O município de Gandu não aceita esse tipo de comportamento. O debate político é saudável e necessário, mas não se pode transformar a condição de mulher em instrumento de ataque ou em suposta fraqueza dentro das disputas políticas.
Questionar ações administrativas faz parte do jogo democrático; atacar a mulher que exerce a função é ultrapassar todos os limites do respeito e da civilidade.


O Brasil ainda enfrenta grandes desafios para garantir a plena participação das mulheres na política. Por isso, cada vez que uma mulher é atacada por ser mulher, e não por suas ações administrativas, toda a sociedade perde um pouco da qualidade do seu debate democrático.
Neste momento em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, é importante reconhecer e valorizar o trabalho das mulheres que ocupam espaços de liderança e que enfrentam, diariamente, barreiras históricas para exercer suas funções.
Parabenizamos a prefeita Daiana Santana e todas as suas secretárias pelo trabalho desenvolvido e pela dedicação ao município. Que este dia sirva não apenas como celebração, mas também como um lembrete da importância do respeito, da igualdade e da valorização das mulheres em todos os espaços da sociedade.
A LUTA CONTINUA!
Israel Argôlo Leal – Psicanalista Clínico/ Escritor/ Colunista/ Sócio-empreendedor da Doce Paula Gourmet/ Mestre em Teologia/ Professor da Rede Pública/Licenciado em História e Geografia/ Bacharel em Direito/especialização em: Psicanálise Clínica/ Neuropsicanálise/ Jornalismo Político/ Ex-Vice Presidente da Associação Batista do Extremo Norte da Bahia 2008/ Ex- Vice Presidente – OPBB-(Ordem de Pastores Batista do Brasil) 2008 no Extremo Norte da Bahia/Criador do Chocolate Filosófico.

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