A POLÍTICA E O PROFESSOR – Pelo Prof. Antonio Moreira Netto – NETTÃO
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Não tenho a habilidade e o conhecimento político do meu amigo Zebrão, nem as palavras bem empregadas do amigo Israel Leal; porém, peço licença aos dois para sair um pouco das ciências naturais e entrar na questão política.
Os professores são, sim, ferramentas de formação de opiniões que podem mudar ou influenciar a formação política social dos alunos nas escolas, principalmente nas universidades.
Na Grécia Antiga, a participação de educadores na política, especialmente durante o século V a.C., em Atenas, foi fundamental e intensa, marcada principalmente pela atuação dos sofistas e filósofos, que educavam os cidadãos para a vida pública.
A educação grega (paideia — que configura uma vibrante forma de entender e de organizar a sociedade e a cultura humana) era um dever cívico e visava preparar o indivíduo para a participação ativa.

É muito importante que cada professor tenha a responsabilidade da imparcialidade ao demonstrar as bases corretas do aprendizado filosófico adequado para a formação da ética e da moral da vida do cidadão em formação.
Não é necessária a imposição de um pensamento parcial do professor. O dever é criar um aluno pensante, capaz de criticar e saber o que é melhor para o seu futuro. Na visão contemporânea, o dever do mestre educador evoluiu de uma figura de autoridade absoluta para a de um mediador crítico.
Hoje, a responsabilidade pedagógica é pautada pela ética democrática.
*O artigo não reflete necessariamente a opinião do blog (contrariamente aos editoriais, que são a posição oficial)
Prof. Antônio Moreira Netto – NETTÃO, Licenciado em Física pela FACE e Engenheiro Agrônomo pela UFBA. Professor de Física e Química dos Colégios: Durval Libânio, Colégio Santo Antônio e Colégio Nobre.
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