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FORRÓ DO JEGUE: TRADIÇÃO CRIADA EM GANDU POR KIBE COMPLETA DÉCADAS DE HISTÓRIA E SEGUE VIVA EM NOVA IBIÁ – Pelo Prof. Israel Leal

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Evento que nasceu de forma simples nas ruas de Gandu tornou-se uma das mais marcantes manifestações populares da região e chega à sua 26ª edição em Nova Ibiá.
O que começou como uma iniciativa simples e criativa de um jovem empresário transformou-se em uma tradição cultural que atravessa gerações. Criado há cerca de 30 anos pelo empresário Kibe, atualmente proprietário da Pousada Novo Dia, o Forró do Jegue marcou época nas ruas de Gandu e hoje continua atraindo multidões no município de Nova Ibiá.
A história começou quando Kibe decidiu percorrer as ruas de Gandu conduzindo um jegue decorado e iluminado, acompanhado por caixas de som que tocavam os grandes sucessos do forró nordestino. A proposta, inicialmente vista como uma brincadeira entre amigos, rapidamente ganhou a simpatia da população.
A cada parada e a cada música, mais pessoas se juntavam ao cortejo. Jovens, adultos e famílias inteiras seguiam o percurso dançando, cantando e celebrando a cultura popular nordestina.


“Era uma alegria diferente. Quando o jegue aparecia nas ruas, o povo saía de casa para acompanhar. Em pouco tempo, já havia uma multidão seguindo o cortejo”, recordam moradores que participaram das primeiras edições.
UMA TRADIÇÃO QUE MARCOU GANDU
Durante vários anos, o Forró do Jegue tornou-se um dos momentos mais aguardados dos festejos juninos de Gandu. A simplicidade da proposta e a forte participação popular fizeram do evento uma manifestação cultural genuinamente popular.
O cortejo percorria ruas e bairros levando música, animação e integração entre os moradores. Para muitos ganduenses, o Forró do Jegue representava mais do que uma festa: era um símbolo de união comunitária e valorização das tradições nordestinas.
Com o passar dos anos, a fama do evento ultrapassou os limites do município e chamou a atenção de cidades vizinhas.


CHEGADA A NOVA IBIÁ
Há mais de 25 anos, Kibe decidiu levar a tradição para Nova Ibiá. A receptividade foi imediata. O que havia dado certo em Gandu também conquistou os moradores da cidade vizinha.
O evento passou a integrar o calendário oficial dos festejos juninos local e cresceu a cada edição. Atualmente, o Forró do Jegue é considerado uma das mais tradicionais festas populares de Nova Ibiá.
Neste ano, o município celebra a realização da 26ª edição do Forró do Jegue, reafirmando a força de uma tradição que nasceu da criatividade popular e da paixão pela cultura nordestina.
O RETORNO ÀS ORIGENS
Enquanto o evento segue consolidado em Nova Ibiá, o evento retorna e cresce entre os moradores de Gandu. Segundo relatos de pessoas próximas à organização, Kibe está promovendo novamente o Forró do Jegue na cidade onde a história começou.
A caminhada desperta entusiasmo principalmente entre aqueles que viveram as primeiras edições e guardam lembranças dos tempos em que o jegue iluminado percorria as ruas atraindo seguidores.


PATRIMÔNIO AFETIVO DA REGIÃO
Mais do que uma simples festa, o Forró do Jegue tornou-se parte da memória coletiva de milhares de pessoas e uma curiosidade para as novas gerações. Sua trajetória demonstra como iniciativas populares podem se transformar em símbolos culturais duradouros.
Três décadas depois das primeiras caminhadas pelas ruas de Gandu, a imagem do jegue iluminado puxando uma multidão ao som do forró continua viva na lembrança de quem participou dessa história.
Hoje, o Forró do Jegue permanece como um exemplo da força das tradições populares do Baixo Sul, unindo passado, presente e futuro em uma celebração marcada pela alegria, pela cultura e pelo sentimento de pertencimento de toda uma comunidade.
Israel Argôlo Leal – Psicanalista Clínico, Escritor, Colunista, Sócio-empreendedor da Doce Paula Gourmet, Mestre em Teologia, Professor da Rede Pública, Licenciado em História e Geografia, Bacharel em Direito, especialista em Psicanálise Clínica, Neuropsicanálise, TEA, Terapia de alta performance, Jornalismo Político, Ciências Política, Ex-Vice-Presidente da Associação Batista do Extremo Norte da Bahia (2008), Ex-Vice-Presidente da OPBB – Ordem de Pastores Batistas do Brasil no Extremo Norte da Bahia (2008) e criador do Chocolate Filosófico.

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