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O CLÃ BOLSONARO NÃO AGUENTA DEZ MINUTOS DE PERGUNTAS DE VERDADE HOJE E POR COERÊNCIA, MORAES DEVERIA IMPEDIR MICHELLE DE FALAR COM BOLSONARO

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O programa do Blog do Noblat esquentou ao expor as manobras desesperadas e as contradições profundas que cercam o clã Bolsonaro e seus adversários no xadrez político.
O foco central, contudo, voltou-se para o enfraquecimento visível da candidatura de Flávio Bolsonaro, assombrado pelo calote de 60 dias na prestação de contas do polêmico financiamento de milhões para o filme Dark Horse – dinheiro solicitado ao ex-empresário Daniel Vorcaro, que acabou preso em desdobramentos recentes de investigações.


Ricardo Noblat e Bob Fernandes promoveram um verdadeiro resgate histórico do jornalismo de Brasília para cobrar a falta de ousadia e o sumiço das perguntas incômodas na cobertura atual.
Eles relembraram os tempos de rampa do Congresso e a coragem da lendária repórter Soninha Carneiro, que questionava os personagens políticos sobre assuntos que, no mínimo, eram incômodos.
O clã Bolsonaro, hoje, não se criava com uma Soninha.
Flávio, por exemplo, seria cobrado em toda e qualquer oportunidade sobre a prometida prestação de contas do filme de seu pai, sobre as relações com os milicianos que condecorou e até sobre os boatos do suposto vídeo de bastidor que assombra seu casamento.

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POR COERÊNCIA, MORAES DEVERIA IMPEDIR MICHELLE DE FALAR COM BOLSONARO

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Ao proibir os filhos de visitarem o pai por 30 dias, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, escolheu um lado da família. Se o objetivo era impedir que Jair Bolsonaro interferisse nas eleições, Michelle Bolsonaro também deveria ser impedida de ter acesso ao marido.
Qual a diferença entre o vídeo da ex-primeira-dama e a cartinha de Flávio Bolsonaro? Michelle citou o “seu galego” 15 vezes (número fictício, mas foram muitas) durante um vídeo de 27 minutos e 18 segundos que só ganhou repercussão porque o enteado é pré-candidato à Presidência da República. Caso contrário, serviria mais para um quadro no programa do Ratinho.


Alguém acredita que Michelle conseguiu gravar 27 minutos e 18 segundos de desabafo sem que o ex-presidente soubesse de nada?
Depois da gravação, Michelle lançou um movimento político, esvaziou o grupo de mulheres da campanha de Flávio Bolsonaro e deixou sua principal amiga, a governadora do DF, Celina Leão (PP), afirmar que ela será candidata ao Senado. Celina não faria uma declaração dessa natureza sem o aval da própria Michelle.
Se a decisão de Alexandre de Moraes é realmente para impedir que Bolsonaro siga controlando o bolsonarismo, então que seja aplicada de forma coerente. (Fonte: Metrópoles – Por Andreza Matais)

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