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DIA DA GESTANTE HOJE, 15 DE AGOSTO: MÉDICO ESCLARECE MITOS SOBRE SEXO NA GRAVIDEZ

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Celebrado HOJE, sábado (15/8), o Dia da Gestante traz à tona um debate importante: o sexo durante a gestação.
Ainda cercado de mitos e preconceitos, o tema é polêmico por que, muitas vezes, a grávida é associada a uma imagem de “pureza” que anula sua sexualidade.
O que muita gente não sabe é que, em uma gestação sem complicações, a relação sexual é totalmente segura e pode, inclusive, trazer muitos benefícios.
NÃO HÁ RISCOS PARA O BEBÊ
Em entrevista ao Metrópoles, o ginecologista e obstetra Paulo Nogueira explica que o bebê está muito bem protegido pelo útero, paredes musculares, membranas e líquido amniótico.
“Além disso, existe o colo do útero separando a vagina da cavidade onde está o bebê. Portanto, a relação sexual não chega até ele e não interfere diretamente”, ressalta.
Por volta do terceiro trimestre, segundo o médico, o que pode acontecer é a necessidade de adaptar as posições para o maior conforto da mulher. “As melhores seriam, nesse caso, de quatro apoios, de lado e a mulher por cima”, exemplifica.
“Gravidez saudável não é uma doença. O exercício da sexualidade pode e deve continuar fazendo parte da vida do casal durante a gestação”. Paulo Noronha, ginecologista e obstetra.


DESMITIFICANDO O SENSO COMUM
Um dos mitos mais comuns diz que o pênis, supostamente, poderia machucar e “cutucar” o bebê.
De acordo com o especialista, o órgão permanece na vagina, que é separada do útero pelo colo uterino, membranas e líquido amniótico.
Por conta disso, independentemente da posição ou tamanho do pênis, esse fenômeno é impossível.
“O que pode acontecer é a mulher perceber sensações diferentes durante a gravidez. A região genital fica mais vascularizada, o colo uterino pode ficar mais sensível e algumas mulheres podem apresentar um pequeno sangramento após a relação. Isso não significa que o bebê tenha sido atingido ou machucado”, comenta.
Também vale ressaltar que o sexo, por si só, não tem a capacidade de provocar abortos ou induzir o trabalho de parto.
O que pode acontecer, na verdade, é uma liberação de ocitocina, o que causa pequenas contrações uterinas. Esse evento, porém, é transitório e não significa que a gestante vai parir. “É normal o útero contrair por alguns minutos depois de um orgasmo”, lembra.
QUANDO NÃO É INDICADO?
O obstetra ainda revela que, mesmo em gestantes de risco, a abstinência sexual não é necessária. Algumas exceções, segundo ele, incluem:


AS GESTANTES TAMBÉM TÊM O DIREITO DE SENTIR PRAZER
Placenta prévia;
Sangramento vaginal ainda não esclarecido ou recorrente;
Perda de líquido ou ruptura das membranas;
Situações de ameaça ou trabalho de parto prematuro.
“Outro ponto importante é que o sexo não se restringe à penetração vagina-pênis. Existem outras formas como o oral e o anal, que podem ser também muito prazerosos”, reforça.
Durante a gestação, cérebro da mulher passa por intensa reorganização.
VALE RESSALTAR
Em contrapartida, Noronha enfatiza que alguns sintomas pós-sexo merecem atenção especial.
“A gestante deve procurar avaliação diante de sangramento em quantidade significativa ou persistente, dor abdominal forte ou que não melhora, contrações regulares e progressivamente mais frequentes, perda de líquido pela vagina ou qualquer outro sintoma importante associado”, cita.
Ainda assim, ele lembra que pequenos desconfortos, cólica leve e até um discreto sangramento podem, sim, ocorrer depois da relação — o que não significa, necessariamente, uma complicação.
“O mais importante é que a mulher se sinta confortável, respeite as mudanças do corpo e saiba que existem algumas situações específicas em que nós recomendamod uma pausa temporária”, encerra. (Fonte: https://www.metropoles.com)

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