A CIÊNCIA DO RACIOCÍNIO POLÍTICO – Pelo Prof. Antonio Moreira Netto – NETTÃO
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Qual a relação científica entre a euforia do ser humano e, às vezes, a falta de raciocínio lógico, muitas por pessoas esclarecidas, com boa educação acadêmica, e as eleições?
Muitos criam uma admiração profunda por um candidato ou partido político. Quando uma pessoa sente que seu candidato ou grupo está vencendo, o cérebro pode ativar circuitos de recompensa, associados à dopamina. Isso aumenta o entusiasmo, a confiança e a sensação de vitória.
A política frequentemente deixa de ser apenas uma escolha racional sobre propostas e passa a fazer parte da identidade pessoal.
A pessoa com conhecimento intelectual usa sua inteligência para defender ideias preestabelecidas, para provar que a mesma está correta, como aquele indivíduo teimoso que não quer admitir a verdade dos outros, mas a verdade por ela construída.

Isso ajuda a explicar por que podemos encontrar, numa mesma eleição, pessoas altamente escolarizadas defendendo posições completamente incompatíveis com as evidências disponíveis.
O raciocínio motivado surge de uma preferência baseada em valores, emoções e verdades, para a qual o cérebro procura argumentos que a sustentem. Não é burrice; é um comportamento de autodefesa desenvolvido pela mente humana, que, às vezes, leva a escolhas que talvez não sejam as ideais para o bem coletivo.
Sejamos críticos e leitores assíduos de várias fontes de informação. Essas são vacinas ideais na política
*O artigo não reflete necessariamente a opinião do blog (contrariamente aos editoriais, que são a posição oficial)
Prof. Antônio Moreira Netto-NETTÃO, Licenciado em Física pela FACE e Engenheiro Agrônomo pela UFBA. Professor de Física e Química dos Colégios: Durval Libânio, Colégio Santo Antônio e Colégio Nobre)
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