LULA X FLÁVIO: O FANTASMA DA QUEBRA DE TABUS ASSOMBRA O GOVERNO – Por Ricardo Noblat
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Acendeu o sinal amarelo ou vermelho na campanha de Lula à reeleição? Entre os que cercam o presidente, as opiniões variam. Para os mais otimistas, o sinal é amarelo, de alerta e cuidado.
Para os pessimistas, é vermelho, indicando perigo à vista. Faltam apenas 26 dias para o dia 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições, e as pesquisas de intenção de voto, em rara unanimidade, indicam que a candidatura de Lula capenga.
A nova pesquisa Quaest, divulgada na última segunda-feira (7), mostra que Lula, embora permaneça na liderança no primeiro turno com 36% das intenções de voto, vê a desaprovação ao seu governo chegar a 50%, enquanto sua rejeição pessoal alcançou 53%.
Em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece empatado numericamente com o adversário, ambos com 41%.
Desde julho, observa-se uma tendência de crescimento na intenção de voto em Flávio, ao passo que Lula cede terreno.
No detalhamento dos dados, 50% dos entrevistados desaprovam a gestão atual, contra 43% que a aprovam. Na comparação com o levantamento anterior, a desaprovação oscilou para cima, passando de 48% para 50%. A rejeição ao presidente atingiu 53%, enquanto Flávio registra 55%.
O dado é mais do que relevante porque Lula segue em campanha ativa: está presente nas ruas, viajando pelo país, e conta com um horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão maior do que o de seu oponente.
Quando as curvas de desempenho dos candidatos se distanciam, os analistas costumam dizer que a “boca do jacaré” se abriu em favor de um deles. Neste momento — e vale lembrar que pesquisas são retratos do instante, não previsões definitivas —, a “boca do jacaré” se fechou.
É um cenário que Lula lamenta e Flávio comemora. Em julho passado, o petista chegou a abrir uma vantagem de oito pontos percentuais em uma simulação de segundo turno, mas essa diferença evaporou.

Mesmo assim, auxiliares de Lula atravessaram o fim de semana esperando algo ainda mais dramático. Na sexta-feira e no sábado, pesquisas por telefone para consumo interno da campanha já apontavam Flávio com um ou dois pontos à frente de Lula no segundo turno.
Esse movimento pode ter sido reflexo da crise que abala o Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o ministro Alexandre de Moraes é tido por uma fatia considerável do eleitorado como um aliado de Lula.
De uma semana para cá, segundo a Quaest, o indicador que mais variou foi a importância que as pessoas passaram a atribuir à corrupção como o principal problema do país.
O clima esquentou após treze ministros aposentados do STF assinarem uma carta defendendo a convocação urgente de uma sessão pública do tribunal.
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