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O QUE PESA CONTRA FLÁVIO BOLSONARO NAS ELEIÇÕES DE 2026

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A revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro abalou a campanha do parlamentar à Presidência.
Flávio vinha tentando atribuir o escândalo do Banco Master ao PT e à esquerda, mesmo após o senador Ciro Nogueira (PP), que já foi ministro de Bolsonaro, ter sido alvo de uma operação da PF nas investigações sobre o caso.
Na campanha, além da proximidade com Vorcaro, Flávio também enfrenta dificuldades como o peso do sobrenome Bolsonaro, a falta de experiência em cargos no Executivo e um escândalo de corrupção que nunca foi inteiramente esclarecido.
Veja abaixo o que pesa contra Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026:
1 – Contato com Daniel Vorcaro
2 – Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. A informação foi revelada em maio pelo site The Intercept Brasil, colocando o candidato do PL na teia do maior escândalo bancário do país.
3 – Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões pela produção de “Dark Horse”, e mensagens de setembro de 2025 mostram o senador cobrando mais recursos do ex-banqueiro —cinco dias após o Banco Central barrar a compra do Master pelo BRB e meses antes de Vorcaro ser preso, em novembro.
4 – Flávio confirmou ter pedido os recursos, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens em troca. “O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai”, disse.
5 – O senador também afirmou ter conhecido Vorcaro apenas em dezembro de 2024 —versão que contradiz o fato de seu número de telefone já constar na agenda do ex-banqueiro quando a Folha revelou o contato, dois meses antes da divulgação das mensagens. Na ocasião, Flávio havia negado qualquer contato com Vorcaro.
A revelação gerou reação até entre aliados. Romeu Zema chamou a relação de “imperdoável, um tapa na cara”.


DISCURSO DE MODERADO X DEFESA DE ANISTIA E DE BOLSONARO
Flávio tem investido na imagem de político equilibrado e menos histriônico que o pai. Publicou vídeos defendendo creches, condenou ataques racistas ao jogador Vinicius Jr. e chegou a republicar uma ilustração sugerindo respeito à liberdade sexual.
O fato de ter se vacinado contra a Covid-19 é evocado por aliados como prova de distância em relação ao negacionismo paterno —ainda que Flávio tenha defendido a gestão de Jair na pandemia, chamando-o de responsável por “garantir a vacina nos braços de todos os brasileiros”.
Mas o histórico do senador contradiz o discurso moderado.
Em 2005, como deputado estadual no Rio de Janeiro, condecorou o ex-PM Adriano da Nóbrega —suspeito de matar um guardador de carros, preso na época da homenagem e morto anos depois numa troca de tiros com a polícia, quando era apontado como líder da maior milícia carioca.
Em 2016, o presidenciável minimizou a homenagem feita pelo pai ao coronel Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar, durante a votação do impeachment de Dilma Rousseff.


Mais recentemente, disse à Folha que o candidato da direita eleito presidente deveria se comprometer a indultar Bolsonaro e, se preciso, usar a força para deter qualquer reação do STF (Supremo Tribunal Federal). Flávio negou que a fala tivesse tom de ameaça.


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